A exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira pode gerar US$ 56 bilhões em investimentos, US$ 200 bilhões em arrecadação governamental e mais de 300 mil empregos, segundo estudo apresentado pelo secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Pietro Mendes. A liberação da licença ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é vista como essencial para viabilizar o projeto dentro do cronograma previsto.
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O estudo destaca que a licença precisa ser concedida até abril deste ano para que a Petrobras consiga concluir a perfuração do bloco FZA-M-59, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, até outubro. O prazo está diretamente ligado ao contrato da sonda afretada da Foresea, que atualmente opera na Bacia de Campos e será deslocada para o Amapá. Caso a licença não seja emitida a tempo, há o risco de perda do equipamento e atrasos na operação.
Governo avalia liberação da licença
A decisão sobre a liberação da exploração na Margem Equatorial deve ser discutida em uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e o presidente do Ibama após a volta de Lula de viagens internacionais. O mercado financeiro acompanha atentamente o desdobramento do caso, já que uma eventual aprovação da licença pode impulsionar as ações da Petrobras.
Para a estatal, a exploração na Margem Equatorial é estratégica, pois permitirá a recomposição das reservas nacionais de petróleo, que devem começar a declinar na próxima década. Estudos indicam que a região pode conter reservas significativas de óleo e gás, comparáveis às descobertas feitas na Guiana e no Suriname, países vizinhos que já exploram petróleo na mesma faixa geológica.
Pressão ambiental e desafios regulatórios
Apesar do potencial econômico, o projeto enfrenta resistência de ambientalistas e especialistas que alertam para os riscos ambientais da exploração na região. A Margem Equatorial abriga ecossistemas sensíveis, como recifes de corais e áreas de reprodução de espécies marinhas. O Ibama já negou um pedido anterior da Petrobras para perfuração na região, citando lacunas nos estudos de impacto ambiental apresentados pela empresa.
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Fonte: Diário do Caeté