Suspensão temporária do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), determinada pelo presidente do INSS, ocorre em meio ao acúmulo nacional de mais de 2,6 milhões de requerimentos em todo o país.
Os dados mais recentes do Portal da Transparência Previdenciária, divulgados em agosto de 2025, mostram que o estado do Pará contabilizava cerca de 107 mil requerimentos pendentes no INSS. O número reflete uma situação crítica também observada em nível nacional: em todo o Brasil, a fila de pedidos de benefícios previdenciários e assistenciais ultrapassou 2,6 milhões de casos no mesmo período, segundo o relatório.
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Diante desse cenário, o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Jr., determinou nesta quarta-feira (15) a suspensão temporária do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB). O mecanismo havia sido criado com o objetivo de revisar benefícios, acelerar análises e reduzir o tempo de espera dos segurados.
A decisão foi comunicada internamente e, conforme nota oficial, a suspensão permitirá uma reavaliação dos procedimentos e fluxos internos do programa, que vinha sendo criticado por servidores por gerar acúmulo de tarefas sem a estrutura adequada.
A fila do INSS é composta principalmente por pedidos de aposentadoria, auxílio-doença e Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo o Ministério da Previdência Social, o órgão tem buscado soluções como o aumento de servidores temporários e o uso de sistemas automatizados para diminuir o volume de processos atrasados.
A suspensão do PGB ocorre em um momento sensível para a instituição, que enfrenta dificuldades operacionais e grande demanda por atendimento. A expectativa é de que novas diretrizes sejam anunciadas nas próximas semanas, com foco na retomada gradual das análises e na melhoria do atendimento aos segurados.
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Fonte: Diário do Caeté
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